segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acompanhamento Psicológico aos candidatos à Ortognática

"Aceitar-se a si mesmo é um pré-requisito para uma aceitação mais fácil e genuína dos outros."
Carl Rogers
10 meses e 13 dias, desde a primeira ortognática
1 mês e 9 dias, desde a mentoplastia

 Começo dizendo que, estou muito bem e, satisfação é minha sombra. Removi o aparelho fixo no último dia 25 e, agora a contenção cumprirá o seu papel durante um ano. O resultado da Mentoplastia tá fluindo surpreendentemente, confesso e, mais uma vez parabenizo aos responsáveis por isto.
O post de hoje, trata de um assunto um tanto intrigante... há muito tempo eu almejava discorrer sobre o acompanhamento psicológico aos candidatos à cirurgia ortognática.
Sou membro de um grupo fechado no facebook, destinados aos pacientes que já se submeteram à ortog. e aos que ainda se submeterão. E tenho a oportunidade de observar mesmo que subjetivamente, a ansiedade, satisfação, aflição, desespero e infelizmente insatisfação de alguns, quanto à tudo que permeia as fases pré e pós operatória.
Recebo e-mails, e comentários aqui no blog de pessoas vivendo em conflitos afins, e eu me pergunto a razão de eu não estar inserida numa circunstância como esta também, visto que os "ortognáticos do mundo" dividem o mesmo contexto de necessidade. Então compreendi que a questão é muito mais complexa do que eu imagino e, tal complexidade é estupidamente negligenciada.
Curiosamente, as manifestações de alegria dizem respeito ao resultado estético-funcional beirando a perfeição; e as manifestações de tristeza estão atreladas à diferentes justificativas.

Segundo Carl Rogers, aceitar-se como se é na realidade e não como se quer ser, é um sinal de saúde mental. Não quero dizer com isto que, um indivíduo que sofre de qualquer disfunção física e/ou mental deve acomodar-se neste estado se houver grandes possibilidades de inverter este quadro. Aceitar-se não é resignar-se ou abdicar-se de si mesmo. É uma forma de estar mais perto da realidade e de seu estado atual.

Por diversas vezes discuti com outros pacientes cirúrgicos sobre como eles enxergavam a cirurgia ortognática. A forma como alguns esteriotipam a expectativa do resultado, me é estarrecedor. Por exemplo, quando eu recorri ao especialista no meu caso, aleguei  meu desconforto funcional e estético, queria ouvir dele que havia possibilidades de me deixar funcional e dentro deste, consequentemente, bela. Sempre digo que o funcional é belo e, o belo funciona. Isto basta-me.
Mas, me deparei com pacientes negociando junto ao seu cirurgião um resulto completamente fantasioso no que diz respeito à estética, coisas do tipo: "Doutor, eu quero ficar com o nariz igual ao da Adriane Galisteu e a boca igual à da Angelina Jolie". Dá pra acreditar??? dá sim.... e como dá!

Minha preocupação é: como esta pessoa ficará caso seu nariz e boca não saiam como queria? 
Qual seu grau de frustração após isto?
Qual reconhecimento feliz em virtude de um funcional 100%? À esta última, eu presumo que nenhum... pois toda sua atenção estará voltada à forma como ela foi ultrajada quanto à expectativa da perspectiva fantasiosa que tinha.

A cirurgia ortognática trata da correção cirúrgica das deformidades dentofaciais e a sua importância encontra-se não só na correção da oclusão, mas também da estética facial. Isto significa que os aspectos psicossociais estão diretamente relacionados a este tipo de tratamento, pois a aparência facial influencia a formação da imagem corporal, da identidade e da auto-estima.

A deformidade facial, com potencial psicológico e social destrutivo, causa impacto negativo, podendo influenciar não somente a autoconfiança dos pacientes, como também os relacionamentos externos, resultando em desvantagens sociais e psicológicas.
Os objetivos do paciente com deformidade dentofacial, relacionados à reparação, são também psicossociais e este pode expressar a espectativa de resolver suas dificuldades pessoais e sociais com a mudança física, ou seja,  com a melhora de sua aparência pela correção cirúrgica.

Sendo assim, penso que o processo de reparação da deformidade dentofacial, que envolve aspectos técnicos e psicossociais, necessita da cooperação do paciente e exige do profissional uma conduta integradora no trabalho em equipe multiprofissional. A desconsideração de tais aspectos pode levar não só a insatisfação do paciente com os resultados do tratamento criúrgico, mas até mesmo à problemas psicológicos pós-operatórios, como também à compreensão tardia, do cirurgião e equipe, que o insucesso (se ocorrido) pode ter sido resultado da falta de avaliação psicológica preliminar e falta de orientação apropriada.

Deve-se considerar diferentes perfis dos pacientes interessados na ciruria ortognática e compreendendo as características de cada  justificativa mediante à procura por um especialista, entendendo os anseios pelas modificações físicas e a aptidão a passar por um procedimento cirúrgico.
Eu confesso que já vi de tudo neste tempo em que me disponho "fussar" tudo que envolva cirurgia ortognática e, vou listar abaixo, alguns perfis de pacientes, os mais comuns com que eu me deparei. Creio que depois de conferir, você há de convir comigo, quanto à importância de acompanhamento psicológico durante o tratamento pré-ortognática.

1. EQUILIBRADO - Busca o consultório com uma queixa estética e funcional comum, com ambições de resultados compatíveis com a realidade e sem tentar mudar a genética. A ansiedade em relação aos efeitos é comum, assim como a insegurança, mas o paciente com este perfil geralmente fica bastante satisfeito com o resultado da cirurgia ortognática.

2. EXAGERADAMENTE PERFECCIONISTA - Mesmo com uma patente necessidade de correção dentofacial, o paciente com este perfil recorre ao especialista se queixando dos defeitos mínimos, dificilmente percebidos por pessoas não treinadas. É comum levarem fotos e até desenharem o que pretendem mudar. Este paciente deve ser exaustivamente orientado sobre o resultado possível - e não opretendido, as dificuldades técnicas e as limitações impostas pela genética. O psicólogo deve desencoraja-lo a procurar um resultado ideal, mas sim a melhora da aparência, que até pode chegar ao ideal, mas não deve tê-lo como foco.
3. ETERNAMENTE INSATISFEITO - Quando resolve procurar um Buco Maxilofacial, queixa-se de vários defeitos e a forma como isto o deixa constrangido e coagido ante à sociedade. Sua cirurgia é feita, tudo ocorre dentro do planejado. Mas ele continua insatisfeito! ignora o sucesso funcional que a cirurgia lhe garantiu,  com justificativas incoerentes, confusas... Com o aprofundamento da conversa, é frequente a busca da resolução de um problema não físico através da cirrugia, como relacionamento ruim com o cônjuge, vida sexual insatisfatória, depressão, etc. Por causa disto, nunca ficará satisfeito com qualquer procedimento, por mais perfeito que seja. Deve ser orientado sobre o fato de que a cirurgia ortognática por mais que mude em muito a vida pessoal e inter-pessoal, este precisa de acompanhamento psicológico afim de tratar questões completamente paralelas ao resultado da ortognática.

4. COM DISTÚRBIO DE AUTO-IMAGEM - Faz a cirurgia para a correção, e resiste em queixar-se  do mesmo problema, o sorriso. Esta alteração é muito comum em pessoas que submetem-se à cirugias plásticas de forma excesssiva, na tentativa de sempre melhorar sua imagem.
Devido à auto-imagem de deformidade que carregaram durante anos, o paciente sente-se deslocado quanto à aceitação de um resultado estético-facial satisfatório. O cirurgião deve, então, ter uma conversa franca, para mostrar que o defeito nãoe xiste e aconselhar a procura por aconselhamento psicológico, pois nenhuma cirurgia é capaz de corrigir esse problema.

5. EM CRISE DE IDENTIDADE - É aquele que quer ficar parecido com atores e outras pessoas públicas, costumando levar fotos para mostrar como querem que fique, detalhes do rosto a ser operado, onde muitas vezes, tais detalhes não estão incluídos no planejamento. Sofre influência dos padrões impostos pela sociedade, que o atigem na busca pelo bem-estar e por ser notado e bem aceito. Isto é muito comum aos pacientes que sofrem prognatismo, em virtude da deformidade ser patente o suficiente para fazer com que os que dela sofre imaginar absurdos de fugas, inclusive desejar identidades completamente diferente. Isto tudo está atrelado à problemas de auto-estima e sentimentos de rejeição.
O acompanhamento psicológico à este, é extrema importância desde o início do tratamento ortodôntico, momento onde começa-se a criar expextativas afins sobre como ficará. 
Outro resultado deste transtorno pode dá-se de forma inversa, o paciente é operado com louvor e de repente não se reconhece, até aí tudo normal, eu por exemplo, tenho outra identidade. Mas, quem está em crise de identidade, simplesmente não se aceita! por frustrar-se ao notar que seu rosto ideal não existe ou por querer pequenos detalhes nos traços faciais que dantes nem fazia tanta diferença, coisas como "meu rosto ficou quadrado, meu nariz arrebitado...." querer absurdos de correção que muitas vezes nem cabem à suas estrutura óssea, afim de saciar um transtorno.
De todos oas perfis, este é o mais comum!!!! é muito sério e precisa ser tratado.

6. COM DESEJO DE AGRADAR - Busca fazer a cirurgia para agradar aos pais, ao companheiro. Isto parece surreal não é? Mas há quem sofra de uma deformidade dento-facial e não se sinta nem um pouco incomodado com isto. O que não é bom, por tratar-se de uma correção primordialmente funcional e isto diz respeito à qualidade de vida, mas afim de agradar aos que lhe são mais importante que sua própria saúde, recorre à cirurgia ortognática sem nenhuma definição de auto-estima, livre de um auto-conceito sadio. Ninguém deve permitir-se à um procedimento cirúrgico, se não for de forma voluntária.

Uma pesquisa feita em 2007 por alunos de Psicologia da USP, em cima da abordagem psicossocial em pacientes Classe III de Angle, foram entrevistados 29 pacientes, questionados quanto ao grau de conhecimento sobre o procedimento cirúrgico.
E dos 29 pacientes, 12 alegaram não ter conhecimento sobre o procedimento cirúrgico a ser realizado e gostariam de receber informações. Dos 8 pacientes que disseram ter o conhecimento, 6 ficaram satisfeitos com as informações recebidas e 3 não queriam saber mais nada. As orientações e informações dadas aos pacientes podem favorecer relacionamentos adequados, aumentando a confiança, aspecto imprescindível no sucesso do tratamento. Verificou-se que os pacientes receberam informações, no entanto, a maior pontuação foi para aqueles que não receberam e, neste sentido, ressalta-se valer a pena um maior investimento neste aspecto, por parte dos profissionais envolvidos. ;)

Se faz necessário, tanto aos pacientes quanto aos cirurgiões, despir-se deste preconceito raso que considera a terapia psicológica como uma "coisa" voltada aos mentalmente debilitados.

Espero que muitos auto-conceitos se tornem saudáveis por aqui.... que não seja vã minha tentativa de persuadir-vos...

:)












22 comentários:

robertinho tinho disse...

Olá Rosana!
Minha biografia ortognatica é um blog muito bom! Parabéns!
Também acho importante um acompanhamento psicologico durante o tratamento ortognatico. Estou fazendo terapia ha 3 meses e estou gostando. No inicio foi dificil pq eu tinha meio que explicar à psicóloga de qual cirurgia se tratava. Mas ela é super competente e entendeu os riscos de um trauma psicológico que as mudanças no pós podem me dá.

Rosana você está linda! parabéns por ter coragem de fazer duas cirurgias em menos de um ano! Você é danada! Parabéns aos teus cirurgiões pelo ótimo trabalho, vi que você fala bastante deles por aqui, os Drs. Bruno e Caubi, não é?
Até o próximo post!
Beijos

Roberto
Teresina-PI

Daniel Farias disse...

Boa Noite Rosana!
Adoro ler teu blog, preciso fazer a cirurgia confesso que estou com medo, não tenho coragem de ver os piores vídeos e as fotos mais violentas que você disse ter visto antes da tua cirurgia mas, depois que li este post, entendo que muitos deste medo que eu tenho é resultado de um possível bloqueio psicológico. Porque todo mundo vê! e ninguém morre por ter conhecido mais a cirurgia que vai fazer não é mesmo?Não sei se tenho alguma expectativa de resultado estético ainda formado.... não sei de nada! kkkkkkkkkk
Mas vou tentar me desarmar e aceitar a ortognática! Afinal, ela só te trouxe alegria não é mesmo?

Parabéns! você está muito bela.

abraços

Camilla Fontes disse...

OOOOi Rô!!!

obrigada por responder meu e-mail, vc é um anjo! Os artigos me ajudaram muito!

Rosana vc simplesmente arrazou neste post!!!! um assunto pouco falado, mas uma vez tratado nos remete à compreender a importância em discuti-lo mais.
Parabéns!

Eu nãoia falar, mas vou porque vi meu colega logo acima comentando sobre teus cirurgiões... gostaria que você postasse mais fotos com eles ;) (eles são gatinhos? kkkk)

Beijo pra vc, Rô!!!!

Osaka Sabuto disse...

Oi rosana! estou por aqui de novo!
Muito bom este assunto! Você está de parabéns!

rosana oliveira disse...

Boa noite Daniel!

então... vc tá com medo, né? ehehehe
fico feliz que este post tenha impactado teu ponto de vista quanto à aceitação da ortog. Vamos combinar então que, assim que vc iniciar a terapia, vc volta aqui neste post e discorre sobre ela. tá legal? ;)
Quanto às consequencias da ortog, sim Daniel, ela só me trouxe alegria!!!

obrigada pelo: bela.

bjs

rosana oliveira disse...

Oi Osaka!!!
é sempre um prazer ter ver por aqui ^^
Quando vc vem p Brasil?
bjs

rosana oliveira disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Já começo gargalhando! Camila vc é mt louca, cara....
continuo à tua disposição, viu?
Satisfeita por ter discorrido sobre este assunto aqui, sinto-me aliviada. E saber que este post conseguiu desenvolver uma compreensão básica sobre a importância em propaga-lo, é encontrar-me em "estado de graça" ehehehehe

Quanto ao teu pedido.... (sua doida) vou tentar postar algumas fotos com eles por aqui ;) então vc mesma conclui se eles são o que vc chama de "gatinhos" ou não, sem me deixar numa saia justa ehehe ;)
Combinado?

bjs sujeita!

rosana oliveira disse...

Olá Robertinho!
Muito bom vc ter gostado do blog cara.... ;)e ter se identificado com o post tbm... sucesso em tua terapia!

Muito obrigada pelos elogios... linda é uma palavra ótima :D
danada, devo ser sim... ehehehe obrigada por parabenizar meus queridos, Caubi e Bruno, eles merecem!
te espero em outros post's, combinado?
bjs

Paula Maria disse...

Tenho 14 anos e descobri que meu caso é cirúrgico já há muito tempo, meu tio é dentista e minha mãe e eu a um cirurgião que é amigo dele.
Ele disse que eu não posso me operar agora porque sou muito nova e tenho que esperar uns 4 anos ainda. Fiquei triste porque não aguento as piadinhas de algumas pessoas na escola e também não gosto de me ver em fotos. Minha mãe é psicóloga e conversa muito comigo sobre isto, ela me apoia na cirugia e também está assustada.
Este blog é útil! eu leio muito adoro ler.
Você ficou muito diferente Rosana e muito bonita também.

beijo

rosana oliveira disse...

Oi Paulinha! que delícia te ter por aqui mocinha ;)
Vc é muito inteligente e decidida!
Tenho certeza que com a ajuda da tua mãe vc supera estas piadinhas chatas que eu tbm cansei de ouvir, eu presumo ter sido muito desaforada e e isto foi desgastante... eu não te aconselho à isto!

Sucesso no tratamento! até lá vc estará expert no assunto... eheheh
Continue postando teus comentários tá pequena?

Fica bem! bjs

Suelen Augusto disse...

Camila! Também tenho como cirurgiões os mesmo que o de Rô e os cirurgiões ( fora Dr. Caubi, que ele não veja isso, se ele tiver vendo, COM TODO RESPEITO DOUTOR hihihi) são gathênhos!!! HAY!
Você fica até com vergonha de olhar pra eles! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
( DR, BRUNO SE UM DIA VC VER ISSO, POR FAVOR, MANTENHA A HUMILDADE! KKKKKKKKKKKK )

São ótimos cirurgiões e suuper gente boa!!! Adoro!!

Marina Silva disse...

Olá Rosana!
Sou de Fortaleza, tenho 33 anos e pretendo operar próximo ano. Também gostei muito da mensagem deste post porque já havia pensado mais ou menos nisto.
Nunca tive nenhum problema em aceitar minha cirurgia como necessidade e sempre dei forças à outras pessoas que também precisam operar mas nem sempre tenho hêxito nas minhas tentativas, sei lá! talvez não tenha o poder de convencimento muito bom. Ou se tive o azar de encontrar pessoas que precisam fazer a ortognática e simplesmente não querem! e eu noto que não é por medo, é por acomodação mesmo!!!! dá pra acreditar? Eu fico pensando como seria diferente se a cirurgia ortognática fosse mais discutida na mídia.... as pessoas se permitiriam ao procedimento! E àquelas que sabem que precisam e não fazem por receio precisam mais do que ninguém de um acompanhamento psicológico!
Rosana vc já passou por alguma experiência parecida? Já aborodu alguém e foi infeliz?
Quero ajudar mas, isto me desmotiva...

Abraços

Aline Mrinho disse...

Rosana to precisando de dopamina! poste logo a foto de dr.Bruno! kkkkkkkkkkkkkk

Agora falando sério, sempre tive problemas em arrumar namorados e quando conseguia era dificil manter-me segura no relacionamento. As vezes entendia que o problema era meu mesmo, e eu sempre tentava encontrar um defeito alheio pra justificar os meus. Quando na verdade era eu que não me aceitava... não aceitava minha deformidade. Confesso que ainda não me aceit :p mas posso compreender com clareza que tenho a opção de fazer ddiferente.
Faço terapia há um ano e só tenho melhoras.

Rosana parabéns pelo teu blog! Você esta lindaaaaaaa! ficou perfeita! e com certeza você não deve ter vergonha de olhar para teu cirurgião, dr.Bruno o suposto bonitão...kkkkkk poste a foto!

beijo

rosana oliveira disse...

Olá Marina!!!
Concordo quando vc diz que a Cirurgia Ortognática deveria ser mais propagada, inclusive pela mídia. Mas não é de uma hora pra outra que isto vai acontecer.
Enquanto isto continue fazendo tua parte, conversar, encaminhar e orientar candidatos à ortog... atitude de quem acredita nas mudanças que a cirurgia acarreta!
Quanto à tua frustração, eu digo que matematicamente, dentro da probabilidade vc foi infeliz em se deparar com quem se nega à ortog.
Mas não se deixe abater!
Isto já aconteceu comigo algumas vezes, e numa destas, eu fui triste em minha tentativa. Há um funcionário na Obra em que trabalhei que tem prognatismo, ele já usou aparelho e com 2 meses o removeu sozinho por não suportar as dores a cada manutenção e eu sempre o chamava no cantinho, como quem não queria nada, ele pensava que era pra dá-lhe ma repreensão, advertência ou coisa assim, qunado de repente eu entrava no assunto cirugia. Ele PIRAVA!!!!! "EU QUERO QUE A SENHORA ME DEMITA, MAS NÃO FALE DE CIRURGIA! EU NASCI ASSIM VOU MORRER ASSIM!" era o que ele me dizia... Eu nasci assim, eu cresci assim. E sou mesmo assim, vou ser sempre assim.... Ele sofria da SÍNDROME DE GABRIELA ehehehehe (deveria ter inserido esta limitação neste post)
Enfim! ele me viu antes de operar, acompanhou minhas mudanças durante o pós, gostou do resultado e dizia até a creditar que ficaria diferente e gozaria de qualidade de vida inclusive, mas mesmo assim, ele se recusou!
Paralelo à isto, tento convencer minha irmã à operar, ela também é prognata, de uma forma um tanto discreta mas ela ficaria perfeita funcional e esteticamente, se não fosse tão resistente à ortog.

Estas coisas acontecem Marina! não se aflija...
bjs

rosana oliveira disse...

Aline, minha cara... não me oprima! postarei uma foto dele sim... em breve! eheheheheh

E respondendo tua pergunta;
-Não. Olhar pra Dr.Bruno(o suposto bonitão kkkk), não me constrange nem um pouco. E graças à Deus temos uma empatia legal.

Mas, diante da tua seriedade ratificada, surgiu uma dúvida.
?Vc procurou ajuda psicológica afim de tentar resolver teu problema de relacionamento amoroso, ou por entender que tal problema dáva-se em virtude da forma como vc lidava com tua deformidade dento facial?

Eu presumo que a terapia esteja te ajudado muito enquanto esperas pela cirurgia :)

Obrigada por deixar teu depoimento!

bjs

Mariana disse...

Algumas pessoas fariam tudo p ter os seios maiores e colocar silicone, seria o auge... o sucesso alcançado. Por outro lado, eu sempre quis parar de morder meus lábios e usar batom vermelho. Recorri a todos os artifícios para não tirar fotos, detestava, não encontrei uma única foto de perfil afffffffff ele era horrível, virei a fotografa da turmas (colégio e universidade). Adorei o post, pois sempre achei q estava preparada p o pós, achava q estava preparada p me olhar e me reconhecer em frente ao espelho dps da tão esperada cirurgia e não foi isso q aconteceu.
A pior parte é não enxergar o q os médicos enxergam lodo de início, td q mais queria era me reconhecer em frente ao espelho e a pior parte é ouvir: - Ahhhhhhh vc fez por estética??? Eu não faria se não precisasse: ficar 6 horas no centro cirúrgico, todas as restrições alimentares, o inchaço, a dependência... Eu quero comer e não sentir dor, mas confesso que um acompanhamento psicológico seria primordial, achei q por querer tanto ter o meu problema resolvido td estava resolvido na minha cabeça... descobri q era uma grande MENTIRA. O post é sensato e verdadeiro, só quem passa sabe, como td na vida. Agora, tó na fase em q as pessoas falam q eu não precisava passar por isso, q não viam nada demais no meu rosto e eu penso comigo: - Cuma??? Só eu sabia o q era morder os lábios por todos esses anos e comer sentindo dor. Uhhhh, num sei, acho q um dia coloco silicone... kkkkkkkkkkk xero Amarela

rosana oliveira disse...

É Mari, seria muito bom ter uma ciência prévia da necessidade de um acompanhamento psicológico; Vc não seria pêga de surpresa frente ao espelho. Mas, nem tudo são flores!
Hoje, vc tem teu próprio auge! E ninguém disse que alcança-lo te insentaria de frustrações.

Seria bom também se pudessemos olhar em perspectiva como os cirurgiões... ahhh... seria uma delícia! Mas isto tbm é utópico, e só nos resta confiar no que eles dizem e agradecermos quando o resulto procede coerentemente e feliz.
Um acompanhamento psicológico, sem duvidas, te ajudaria muito à lidar com a ausência disto e aceitar que as coisas nem sempre são tão oportunas como queremos.

Só enaltecer o estético é miúdo! eu nao colocaria silicone pra ter peitos maiores, se não houvesse uma necessidade funcional nisto tbm. Mas é claro que há quem sofra dolorosamente por não se sentir esteticamente satisfeito, e é aí onde entra a questão da auto estima.

Agora vc pode sorrir e tirar fotos de perfil a vontade Mari! podes mastigar sem sofrer com dores...

Esta fase em que as pessoas insistem em questionar o motivo da cirurgia é a parte mais chata mesmo!
É necessário auto flagelar-se na tentativa de provar que a cirurgia fora necessária porque vc sofria de uma deformidade na "cara" e se achava feia, e havia pessoas que te achavam tbm... e expôr toda tua fragilidade psicológica à um desconhecido do assunto!
aff #pelamordedeus!

Dica: Se utilize de termos científicos quando se referir à cirurgia, use termos técnicos quando se referir ao procedimento; fale como se a pessoa entendesse tudo sobre ortognática (palavra que ela NUNCA ouviu na vida), a trate como se ela gostasse do assunto, e ela se encarregará de mudar a conversa em dois tempos, por não entender absolutamente nada do que vc falar e não ter que se sentir uma idiota se por acaso deixar transparecer sua ignorância.
Funciona!

Pois é Mari! agora desfrute feliz de batons vermelhos! Já sei o que te dá no Natal ehehehehe
E faça o favor de posicionar-se na frente das lentes de todas as câmeras que vir por aí! :D

Você não teve um acompanhamento psicológico mas soube desenvolver teus próprios mecanismos de defesa.

E se um dia puseres silicone, me avisa!

bjs

Lili disse...

Rosana, encontrei por acaso teu Blogger... Tenho prognatismo classe 3, sou de Recife, e faço meu tratamento no Projeto Sorrir, com Drª Márcia... Temos algumas coisas em comum não é? Comecei meu tratamento em março desse ano, estou super ansiosa (...e é só o começo) Também passei pelo Hospital da Face e lá conversei com o EXCELENTE Médico Dr. Luíz Portela. Estou sempre passando por seu Blogger pra acompanhar as novidades, como vc está agora? Os seus resultados até aqui são realmente maravilhosos...INSPIRADORES... Nós sabemos que não é só questão de estética, tem muita coisa envolvida, Eu mesma nunca me senti olhada pelos olhos e sim por meus dentes, e é muito constrangedor quando isso vira rotina é como se fosse culpa nossa ter os dentes mal posicionados, quantas vezes deixei de sair para não me sentir tão descriminada tive depressão por algum tempo e consegui sair depois que comecei a ter acesso a informação e ver que a culpa não era minha e Eu não sou a única a ter o problema... GRAÇAS A DEUS♥ hoje convivo bem com o tratamento.
Um grande abraço pra ti!!! aguardo resposta, beijosss!!!!

rosana oliveira disse...

Olá Lili!
Sim, temos coisas em comum ehehehe
Com apenas oito meses de tratamento, e já super ansiosa né? Vc está em ótimas mãos Dra. Márcia é muito competente.
Estou super satisfeita com meu resultado Lili. Sabemos que a força que nos guia à ortog vai muito além da vontade de gozar do belo.
Como e quais informações te ajudaram a sair da depressão? Como vc compreendeu que não devia mais responsabilizar-se pela deformidade que tens?
Vc diz conviver bem com teu tratamento, isto inclui aceitar-se bem enaquanto prognata?

Espero te ver tão cedo pelo projeto :)
Vc ainda não é membro do Minha biografia Orotgnática então, não posso ver tua foto na postagem :/
to super curiosa!
bjs p ti

renato carvalho disse...

Rosana!
tbm sou de Olinda e operei há 1 ano, era classe II. Gostei muito do meu resultado fizeram um ótimo trabalho em mim!

Você é muito linda, minha filha!
deve ter vários pretendentes né não? kkkkkkkk
Adorei teu blog, já li muitos desde que operei e teu trata de assuntos diferentes não comentados em outros blog's. Parabéns!

bj

rosana oliveira disse...

Oi Renato!

Devo agradecer os elogios *-*
quantos aos pretendentes, estes fazem parte, né não? kkkkk

Continue acompanhando o Minha biografia Ortognática :D

Vc operou há um ano moço?
Em Recife mesmo? Qual foi o cirurgião?

bjs

rosana oliveira disse...

Camilla Fontes

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
eita que este post vai me dá um trabalhão pra domar um certo ego por aí....

Sem perder o foco do contexto, penso que a relativa opinião de beleza quanto aos respectivos cirurgiões, contribuem positiva e/ou negativamente no processo de terapia ao tratar a auto-estima dos pacientes.
No caso de Su, ter vergonha de olhar pra eles é compreensível, a auto-estima tende à baixar diante de uma deformidade facial, e podemos canalizar tal atitude à outras pessoas do seu convívio social, e se o paciente for tímido, isto se intensifica. Em contra partida, se o paciente for tranquilo e seguro quanto a tratamento que necessita, e enxergar uma melhora futura com o resultado da cirurgia, ele será capaz de aproveitar o pré operatório da melhor forma.